Sincronismo
terça-feira, 28 de junho de 2011
Sobre sentimentos
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Da plantação colonial ao latifúndio
O latifúndio atual, mecanizado e em medida suficiente para multiplicar os excedentes de mão de obra, dispõe de abundantes reservas de braços baratos. Já não depende da importação de escravos africanos nem da encomienda indígena. Ao latifúndio basta o pagamento de diárias irrisórias, a retribuição de serviços em espécies ou o trabalho gratuito em troca do usufruto de um pedacinho de terra; nutre-se da proliferação de minifúndios, resultado de sua própria expansão, e da contínua migração interna de legiões de trabalhadores que se deslocam, empurrados pela fome, ao ritmo de safras sucessivas.
A estrutura combinada da plantação funcionava, e assim funciona também o latifúndio, como um coador armado para a evasão de riquezas naturais. Ao integrar-se no mercado mundial, cada área conheceu um ciclo dinâmico; logo, pela competição de outros produtos substitutivos, pelo esgotamento da terra ou pela aparição de outras zonas com melhores condições, sobreveio a decadência. A cultura da pobreza, a economia de subsistência e a letargia são os preços que cobra, no transcurso dos anos, o impulso produtivo original.
O Nordeste era a zona mais rica do Brasil e hoje é a mais pobre. Em Barbados e Haiti, residem formigueiros humanos condenados à miséria; o açúcar converteu-se na chave-mestra do domínio de Cuba pelos Estados Unidos, ao preço da monocultura e do empobrecimento implacável do solo. Não só o açúcar. Esta é também a história do cacau, que iluminou a fortuna da oligraquia de Caracas; do algodão do Maranhão, de súbito esplendor e súbita queda; das plantações de seringueira na Amazônia, convertida em cemitérios para os operários nordestinos recrutados em troca de moedinhas; das fazendas de sisal em Iucatã, onde os índios Yaquis foram enviados ao extermínio.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Até onde é válido?
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Cena urbana 1
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Política
Pressupondo que um dos princípios da democracia seja que você se candidate, caso não haja candidato que atenda aos seus interesses; a referida blogueira se percebeu em uma situação interessante.
Ao conversar com a minha mãe sobre as eleições, eis que ouço o seguinte comentário "Mas quem vota no candidato X, é completamente egoísta. Pensa apenas no seu benefício e não tem visão sobre estruturação de políticas públicas e sociais etc e tal."
Aí é que está, meus queridos. O que para alguns pode parecer o maior problema da democracia, para outros seria sua representação mais sublime.
Essa é a beleza do regime, você se representar. O seu candidato tem que atender aos seus interesses sim, mesmo que o seu interesse seja uma boa estruturação de políticas públicas nos setores sociais do governo.
É isso mesmo e está certo. A política é uma forma de estruturar nossas vidas em esferas mais amplas e ao mesmo tempo que você deve pensar no próximo e no futuro, eles também devem pensar em você. Porque se você não lutar pelos seus interesses, quem vai lutar ?
Não que a corrupção e o nepotismo se incluam, óbvio.
A sociedade é heterogênea e a realidade é que não vai existir um candidato que agrade a gregos e troianos (ou à esquerda e direita). Por outro lado, é muito bom que existam candidatos diferentes com números significativos de representação em seus partidos. Afinal, se assim não fosse, não existiria o lobby.
E sim, sim. Ele é necessário. Porque se você não pressionar o candidato que não foi eleito por você, quem irá ?
A política não é algo alheio às nossas vidas. Não é um grupo de aristocratas que mandam no mundo e tiram a sua influência sobre coisas cotidianas. Não, não. NÃO é isso.
Você pode até ter sido levado a pensar assim, visto que o Brasil sofreu constantes processos de despolitização e alienação desde o período colonial.
Política é uma forma de inserir a sua vida pessoal no âmbito coletivo e de gerir o coletivo para que atenda ao seu interesses sem ferir outros. Não lidamos mais com um contrato social que deve apenas te proporcionar segurança contra saqueadores medievais. Lidamos com organismos internacionais que devem te proporcionar condições para desenvolver sua vida de forma plena.
Isso sim é política. E esse sim deve ser o seu candidato.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Independência
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Cidadania.
Sim, eu sou uma daquelas pessoas que não conseguem simplesmente ignorar.
O que é ser cidadão afinal?
Vivemos reclamando que as coisas não funcionam como deveriam, vivemos falamos a respeito dos nossos direitos que não são respeitados. Mas quem, de fato, faz com que os seus direitos sejam respeitados?
São poucas as pessoas que o fazem. E há uma explicação muito simples para isso:
Quando você exige que alguém respeite um direito seu, está colocando a cara a tapa e assumindo uma responsabilidade porque, a partir daí, terá que respeitar o espaço - e consequentemente os direitos - do outro.
Quem realmente quer assumir essa responsabilidade? Geralmente é mais fácil só reclamar que tudo está errado e não fazer nada para consertar a porra toda (com perdão pela expressão, mas é exatamente assim).
Nada errado em reclamar; nada errado em reconhecer quando tudo está virado de cabeça para baixo. O problema é quando você só quer reclamar e não faz coisa alguma para mudar.
Você reclama e reclama. Enquanto isso...
O seu filho ainda pode ser assaltado na saída da escola, o seu pai ainda pode passar mal por falta de remédio no hospital, sua casa ainda pode ser pichada ou roubada...
Vai ficar aí parado, esperando que aconteça ?
.
.
.
Vai continuar parado mesmo depois de já ter acontecido?
Depois dizem que política não tem nada a ver com a sua vida.